Chloé Calmon salva a pátria no Noosa Longboard Open

Chloé Calmon salva a pátria no Noosa Longboard Open

A carioca foi a única a passar para as quartas de final depois de Phil Rajzman, Rodrigo Sphaier e Atalanta Batista perderem em nono lugar na primeira etapa do WSL Longboard Tour 2019

A carioca Chloé Calmon é a esperança do Brasil e da América do Sul para largar na frente na corrida pelos títulos mundiais de Longboard no novo circuito da World Surf League que está sendo implantado esse ano. Ela foi a única a passar para as quartas de final do Noosa Longboard Open, que no sábado foi transferido para outra praia, Castaways, em Sunshine Coast, onde rolavam ondas melhores de 2-3 pés do que no palco principal em Noosa. Chloé se classificou depois do bicampeão mundial Phil Rajzman, Rodrigo Sphaier e Atalanta Batista, serem eliminados em nono lugar nas oitavas de final. A decisão dos títulos será neste domingo, com a primeira chamada as 6h00 na Austrália, 17h00 do sábado no fuso de Brasília.

Chloe Calmon (RJ) (@WSL / Jack Barripp)
Chloe Calmon (RJ) (@WSL / Jack Barripp)

Em Noosa está sendo inaugurado um novo formato para a categoria disputada em pranchões, como os usados no início da história do surfe. Esta é a primeira das quatro etapas programadas para o World Surf League Longboard Championship Tour 2019 e isso animou muitos atletas, pois nos últimos anos os títulos mundiais vinham sendo decididos em apenas um evento. Chloé Calmon foi vice-campeã duas vezes e admitiu que a pressão era grande. Agora, está mais confiante em ter mais etapas para construir resultados em busca do inédito título mundial feminino de Longboard para o Brasil e para a América do Sul.

“Este vai ser um ano muito empolgante para o Longboard”, disse Chloé Calmon. “Eu acho que um circuito com quatro etapas ao invés de uma só, fará com que cada evento seja um pouco mais tranquilo, sem tanta pressão pelo único resultado que valia o título, a vitória. Foi uma pena hoje (sábado) termos saído do First Point em Noosa para cá, já que lá é uma onda ‘world class’ perfeita para o Longboard. Mas, se você quer ser campeã mundial, precisa estar preparada para surfar em qualquer condição e em qualquer tipo de onda, então tudo bem e estou feliz por me classificar para as quartas de final”.

Kirra Seale (HAV) (@WSL / Jack Barripp)

A carioca era a última chance para o Brasil seguir na briga pelo título do Noosa Longboard Open. A condição do mar estava difícil para competir, mas as notas 5,67 e 5,60 recebidas em suas melhores combinações das manobras tradicionais dos pranchões com batidas e rasgadas, foram suficientes para despachar a australiana Tully White por 11,27 a 7,50 pontos. Chloé Calmon vai disputar a segunda vaga para as semifinais com a havaiana Kirra Seale, que surpreendeu ao derrotar a defensora do título mundial, Soleil Errico, dos Estados Unidos. Foi outra bateria fraca de ondas, encerrada em 10,03 a 8,00 pontos apenas.

Antes da única vitória brasileira do sábado, a tricampeã sul-americana da WSL South America, Atalanta Batista, tinha acabado de perder o outro confronto direto contra a Austrália nas oitavas de final. A pernambucana não conseguiu achar boas ondas para mostrar todo o seu potencial e foi batida igualmente por um baixo placar de 10,40 a 7,20 pontos. Atalanta começa o Circuito Mundial de Longboard em nono lugar no ranking da World Surf League com 1.550 pontos e recebeu 1.000 dólares pelo resultado na Austrália.

IGUALDADE – Este é o primeiro campeonato do ano com a premiação das mulheres igual a dos homens, uma iniciativa inédita da WSL para a categoria feminina, que será utilizada em todos os eventos promovidos diretamente pela Liga, como as etapas do Championship Tour. Os brasileiros Phil Rajzman e Rodrigo Sphaier, que também disputaram as oitavas de final no sábado, receberam os mesmos 1.000 dólares pelo nono lugar e marcaram 1.550 pontos no primeiro ranking do World Surf League Longboard Championship Tour (WLT) em 2019.

O carioca Phil Rajzman foi o primeiro a competir nas ondas de Castaways, em Sunshine Coast. O bicampeão mundial enfrentou o defensor do título e a maior nota que conseguiu foi 5,03. O sul-africano Steven Sawyer também ganhou uma nota 5,00 em sua segunda onda e na última confirmou a vitória por 11,27 a 10,00 com o 6,27 que recebeu. Ele se salvou nessa, tirando a classificação do brasileiro neste confronto de campeões mundiais.

O saquaremense Rodrigo Sphaier também quase avançou para as quartas de final na bateria liderada desde o início pela nota 6,33 do norte-americano Tony Silvagni em sua primeira onda. Logo o californiano surfou outra onda boa que valeu 5,23 para totalizar 11,56 pontos que lhe garantiram a vitória. O brasileiro reagiu ganhando a maior nota da bateria, 6,43, tendo a chance de superar o americano em sua última onda, no entanto os juízes deram 4,67 e ele precisava de um pouco a mais, 5,13. Com isso, foi derrotado por 11,56 a 11,10 pontos.


Divulgação por: João Carvalho WSL South America Media Manager

www.worldsurfleague.com

 

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