Boost Mobile Margaret River Pro na Austrália tem Italo e Tatiana brilhando com recordes

Italo e Tatiana brilham com recordes na quinta-feira do Boost Mobile Margaret River Pro na Austrália

  • Italo Ferreira e Tatiana Weston-Webb fazem os maiores placares do dia
  • Gabriel Medina perde e Italo pode recuperar a liderança do ranking
  • Italo enfrenta Filipe Toledo nas quartas de final e Tatiana é semifinalista
  • Próxima chamada só no sábado na Austrália, sexta-feira à noite no Brasil

Italo Ferreira (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

O campeão mundial Italo Ferreira e Tatiana Weston-Webb brilharam nas boas ondas de 6-8 pés da quinta-feira em Main Break, fazendo os maiores placares do dia no Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona na Austrália. Italo atingiu 16,57 pontos no duelo verde-amarelo com Caio Ibelli, logo após Gabriel Medina ser surpreendido pelo havaiano Seth Moniz. O potiguar vai enfrentar outro surfista da seleção brasileira, Filipe Toledo, na última quarta de final e pode voltar a liderar o ranking, mas só com a vitória nesta quarta etapa do World Surf League Championship Tour.

A gaúcha Tatiana Weston-Webb também se destacou contra a bicampeã mundial Tyler Wright, derrotando-a com um recorde das quartas de final femininas, 16,23 pontos. A brasileira vai disputar a primeira vaga para a decisão do título em Margaret River com a australiana Bronte Macaulay. Com as previsões indicando ventos fortes para a sexta-feira e melhores condições para o fim de semana, a primeira chamada para as quartas de final já foi marcada para as 7h15 do sábado na Austrália, 20h15 da sexta-feira no Brasil.

A chance de voltar a vestir a lycra amarela de número 1 do ranking, foi como um presente de aniversário para Italo Ferreira, que comemorava 27 anos justamente no dia 6 de maio. Na quinta-feira foi novamente utilizado o sistema “overlapping heats” nas oitavas de final, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente. A do Italo começou quando terminou a que o Gabriel saiu derrotado do mar. E o potiguar já fez o primeiro aéreo do evento logo na primeira onda, um full rotation de backside, mas foi baixo e só valeu 4,40.

Seria um Super Sayajin?
Italo Ferreira voando em Margaret River (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

Era a primeira bateria brasileira do dia e Caio Ibelli respondeu com 4,20, mas logo Italo pegou uma onda para manobrar forte com batidas retas de backside e ganhar 7,67. Depois dessa, ele saiu do mar para trocar de prancha e prosseguiu na sua postura peculiar, sempre com muita energia pegando uma onda atrás da outra. Caio tenta se manter na briga, mas Italo estava on-fire e massacra outra direita com três ataques explosivos de backside que arrancam nota 8,17 dos juízes. Em outra onda, arrisca um aéreo muito alto que não completa. Ainda acha uma boa para surfar no mesmo nível da sua maior nota, atacando forte com três manobras potentes nos pontos críticos da onda, para somar 8,40 no maior placar do dia, 16,57 pontos.

“Eu acordei super cedo e muito animado hoje (quinta-feira). Surfei antes do início do evento e fiquei bem feliz pelas ondas que estão rolando”, disse Italo Ferreira, que agradeceu pelos parabéns ao seu aniversário. “Obrigado e eu estou bem contente, empolgado e muito grato também por ter ondas boas hoje, porque isso deixa nosso trabalho mais fácil e mais divertido. Deu para pegar várias ondas e ir trocando as notas. Sinto que estou numa sintonia boa e quase morri ali naquele aéreo (risos). Mas, se rolar o momento certo, posso arriscar outro”.

Gabriel Medina (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

Enquanto na bateria do Italo entraram várias ondas boas, a do Medina foi bem fraca e o havaiano Seth Moniz acabou vencendo o líder do ranking com o placar mais baixo do dia, 9,84 a 9,53 pontos. Gabriel demorou 15 minutos para surfar sua primeira onda, que rendeu dois pancadões fortes de backside para largar na frente com nota 6,00. O havaiano responde com 4,00 e passa a frente com nota 4,67, mas Medina retoma a ponta com 3,53. Há 5 minutos do fim, o havaiano consegue sua maior nota, 5,17, com Gabriel precisando de 3,84. Só que não entrou mais nada de ondas boas para ele tentar a vitória.

DUELOS BRASILEIROS – Com a derrota de Medina em nono lugar, Italo pode retomar o primeiro lugar no ranking, mas somente com a vitória no Boost Mobile Margaret River Pro. Ele terá outro duelo brasileiro nas quartas de final, contra Filipe Toledo, que derrotou Jadson André na última bateria masculina do dia. Ela foi bem fraca de ondas, mas Filipe conseguiu vencer por 11,83 a 9,47 pontos. Agora, enquanto Italo busca a liderança do ranking, Filipinho precisa passar para as semifinais para entrar na lista provisória dos top-5 do ranking que vão disputar o título mundial da temporada no Rip Curl WSL Finals, em setembro nas ondas de Trestles, na Califórnia, onde ele mora.

Filipe Toledo (Crédito: Cait Miers / World Surf League via Getty Images)

“Eu estava diferente hoje, empolgado e nervoso ao mesmo tempo, mas fiquei feliz por ter pego aquela onda no final para vencer”, disse Filipe Toledo, que vem enfrentando vários brasileiros em Margaret River. “É uma pena estar competindo só entre a gente, mas tem brasileiros demais e infelizmente isso acontece. Na primeira fase foi contra o Peterson (Crisanto), depois contra o Miguel (Pupo), agora com o Jadson (André). É triste ter que surfar contra eles, mas a competição é assim. É um esporte individual, então acontece”. Lembrando que o próximo adversário é Italo Ferreira, na bateria que fecha as quartas de final.

QUARTAS DE FINAL – Com a derrota para Filipe, Jadson André terminou empatado em nono lugar no Boost Mobile Margaret River Pro com o ainda líder do ranking, Gabriel Medina, Caio Ibelli e com Peterson Crisanto, que foi barrado no primeiro confronto do dia. Ele até começou bem a bateria, mas logo o havaiano bicampeão desta etapa em 2017 e 2019, John John Florence, encaixou o seu surfe com longos arcos e laybacks abrindo grandes leques de água, para vencer por 13,50 a 8,97 pontos.

O havaiano vai abrir as quartas de final com o californiano Griffin Colapinto. A segunda bateria será entre o sul-africano Jordy Smith e o australiano Ryan Callinan, que conseguiu a maior nota da quinta-feira, 8,93, numa onda destruída por três batidas verticais muito fortes de backside. Já a terceira vaga para as semifinais será disputada pelas duas surpresas do dia, o havaiano Seth Moniz, que estava em 28.o lugar no ranking e surpreendeu o líder Gabriel Medina, e o sul-africano Matthew McGillivray, que era o trigésimo e derrotou o número 4, Kanoa Igarashi, do Japão.

Seth Moniz passou por Gabriel Medina (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

BRASILEIRA RECORDISTA – Depois das oitavas de final, foi a vez das meninas desafiarem as grandes ondas de Main Break e elas começaram a competir debaixo de chuva. A surfista local de Margaret River, Bronte Macaulay, derrotou a francesa Johanne Defay no duelo que abriu as quartas de final. A bateria terminou empatada em 11,83 pontos e a australiana levou a melhor pela maior nota, 6,83 da sua primeira onda, contra 6,50 da francesa. Macaulay vai disputar a primeira vaga para as semifinais com Tatiana Weston-Webb.

A brasileira entrou na segunda bateria com a bicampeã mundial Tyler Wright. A gaúcha foi vice-campeã na última etapa do CT em Margaret River em 2019, mas a australiana já fez quatro finais lá e venceu uma, em 2016. A bateria começou com Tatiana largando na frente com a nota 6,00 recebida pelo seu ataque explosivo de backside na sua segunda onda. Tyler responde com 5,50 e assume a ponta ganhando 6,67 na onda iniciada com uma rasgada, emendando com outra mais forte e um layback na finalização.

Tatiana fica precisando de 6,18 para vencer nos 15 minutos finais e ela escolhe uma onda grande, da série, ataca forte verticalizando a batida de backside debaixo do lip e agride a junção também para receber 9,23 dos juízes, a maior nota do dia até ali. A australiana responde com 7,50, mas a brasileira logo surfa outra onda boa para somar um 7,00 e abrir 8,74 pontos de vantagem. Depois, não entram mais ondas com potencial para isso e Tatiana vence com o maior placar das quartas de final femininas, 16,23 a 14,17 pontos.

Tatiana Weston-Webb (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

“Eu tentei mostrar o meu surfe. Tenho treinado muito ao longo desse ano e estou bem confiante nas minhas habilidades”, disse Tatiana Weston-Webb, que falou sobre em quem está se espelhando para competir em Margaret River. “O Ryan (Callinan) tem me inspirado o evento inteiro. Aquela onda de três manobras que ele fez (nota 8,93) foi incrível. Eu quero fazer igual o jeito que ele ataca as ondas. Dá para ver que ele escolhe muito bem as ondas que vai surfar, então tentei usar a mesma estratégia”.

RECORDE DE NOTA – A vencedora do confronto entre Tatiana e Bronte, vai disputar o título do Boost Mobile Margaret River Pro com quem ganhar o duelo de campeãs mundiais, entre Carissa Moore e Stephanie Gilmore. Carissa só surfou duas ondas na reedição da final do Rip Curl Newcastle Cup com Isabella Nichols, que abriu a “perna australiana”. Na primeira, a tetracampeã mundial mostrou toda a força do seu frontside para ganhar nota 8,57, que somou com 6,00 para vencer fácil por 14,57 a 10,33 pontos.

Stephanie Gilmore (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

Já a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore teve mais trabalho no grande clássico do surfe mundial com a também australiana Sally Fitzgibbons. As duas deram um show e Steph destruiu uma onda com duas manobras muito fortes, a primeira atacando o lip com um batidão invertendo totalmente a direção da prancha. Os juízes deram a maior nota da quinta-feira para ela, 9,50, superando o 9,23 de Tatiana Weston-Webb, que permaneceu com o maior placar, 16,23 pontos. Isso porque a vitória de Stephanie foi por 15,73 a 14,17 pontos.

 

O Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Youtube e APP da World Surf League e pelos canais da ESPN Brasil. Já foi decretado “day-off” na sexta-feira e a primeira chamada para as quartas de final foi marcada para as 7h15 do sábado em Margaret River, 20h15 da sexta-feira no Brasil.


PRÓXIMAS BATERIAS DO BOOST MOBILE MARGARET RIVER PRO:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos:
1.a: John John Florence (EUA) x Griffin Colapinto (EUA)
2.a: Jordy Smith (AFR) x Ryan Callinan (AUS)
3.a: Seth Moniz (EUA) x Matthew McGillivray (AFR)
4.a: Italo Ferreira (BRA) x Filipe Toledo (BRA)

SEMIFINAIS FEMININAS – 3.o lugar com 6.085 pontos:
1.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Bronte Macaulay (AUS)
2.a: Carissa Moore (EUA) x Stephanie Gilmore (AUS)

RESULTADOS DA QUINTA-FEIRA EM MARGARET RIVER:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 3.320 pontos:
1.a: John John Florence (EUA) 13.50 x 8.97 Peterson Crisanto (BRA)
2.a: Griffin Colapinto (EUA) 14.66 x 8.33 Jeremy Flores (FRA)
3.a: Jordy Smith (AFR) 10.10 x 9.23 Julian Wilson (AUS)
4.a: Ryan Callinan (AUS) 14.86 x 10.36 Frederico Morais (PRT)
5.a: Seth Moniz (EUA) 9.84 x 9.53 Gabriel Medina (BRA)
6.a: Matthew McGillivray (AFR) 12.77 x 11.08 Kanoa Igarashi (JPN)
7.a: Italo Ferreira (BRA) 16.57 x 10.83 Caio Ibelli (BRA)
8.a: Filipe Toledo (BRA) 11.83 x 9.47 Jadson André (BRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos:
1.a: Bronte Macaulay (AUS) 11,83 (6,83) x 11,83 (6,50) Johanne Defay (FRA)
2.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) 16.23 x 14.17 Tyler Wright (AUS)
3.a: Carissa Moore (EUA) 14.57 x 10.33 Isabella Nichols (AUS)
4.a: Stephanie Gilmore (AUS) 15.73 x 14.17 Sally Fitzgibbons (AUS)



Divulgação por: João Carvalho WSL South America Media Manager

www.worldsurfleague.com

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