Sete sul-americanos nas oitavas de final em Sydney

Sete sul-americanos nas oitavas de final em Sydney

Os brasileiros Jadson André, Jessé Mendes, Ian Gouveia, Thiago Camarão, Tatiana Weston-Webb, o peruano Alonso Correa e o uruguaio Marco Giorgi, seguem na busca do título na Austrália

A segunda etapa seguida do WSL Qualifying Series com status QS 6000 na Austrália, prosseguiu em mais um dia de ondas pequenas e condições difíceis para competir na sexta-feira em Manly Beach. Os surfistas tiveram que lutar bastante para achar boas ondas e sete sul-americanos conseguiram se classificar para as oitavas de final do Vissla Sydney Surf Pro. Foram cinco brasileiros, Jadson André que defende a liderança do ranking, Jessé Mendes, Ian Gouveia, Thiago Camarão e a gaúcha Tatiana Weston-Webb. O peruano Alonso Correa e o uruguaio Marco Giorgi também avançaram e todos vão enfrentar surfistas de outros países.

Tatiana Weston-Webb (RS) (@WSL / Matt Dunbar)

No ano passado, os brasileiros reinaram nas ondas de Manly Beach, com seis entre os oito que passaram para as quartas de final do evento encerrado com uma final verde-amarela, vencida pelo paulista Deivid Silva contra o catarinense Alejo Muniz. Deivid perdeu em sua estreia no Vissla Sydney Surf Pro esse ano, mas quatro brasileiros seguem firmes para tentar o bicampeonato consecutivo em um dos eventos mais tradicionais do Circuito Mundial.

O potiguar Jadson André, o pernambucano Ian Gouveia e o peruano Alonso Correa, tiveram que encarar o mar difícil da sexta-feira duas vezes, pois competiram nas baterias restantes da terceira fase que abriram o quinto dia em Sydney. Ian passou em segundo lugar na primeira e o catarinense Mateus Herdy foi eliminado nessa. Depois, venceu a quinta batalha por vagas nas oitavas de final, com o uruguaio Marco Giorgi completando uma dobradinha sul-americana sobre o português Vasco Ribeiro. Ian vai enfrentar o japonês Hiroto Ohhara nas oitavas.

Jadson André (RN) (@WSL / Matt Dunbar)

“O ano passado foi difícil pra mim, mas aprendi muito”, disse Ian Gouveia, que perdeu sua vaga na elite do CT em 2018. “Foi difícil pra mim lidar com isso, mas certamente serviu como uma grande experiência que pode me ajudar a voltar para lá. Estou feliz por ter surfado bem essa bateria e por estar chegando perto de um bom resultado que ainda não tive esse ano. Ainda sou jovem e estou preparado para voltar ao CT. Acho que todas as lições serviram de aprendizado, que vou usar para competir em eventos como este. Espero avançar mais algumas fases para quem sabe fazer a final aqui”.

Assim como Ian Gouveia, o potiguar Jadson André também passou em segundo lugar no segundo confronto do dia, vencido pelo neozelandês Ricardo Christie. Os dois voltarão a se enfrentar numa disputa direta pela última vaga para as quartas de final. Jadson ganhou a última bateria masculina do dia na sexta-feira, encerrada com o peruano Alonso Correa sacramentando a segunda dobradinha sul-americana na quarta fase. A vítima foi o australiano Matt Wilkinson, que no ano passado foi rebaixado do CT para o QS.

Ian Gouveia (PE) (@WSL / Smith)

INKA TEAM – O peruano Alonso Correa tinha vencido a bateria que fechou a terceira fase logo cedo, quando o mar estava bem devagar, com poucas ondas boas. Ele achou algumas para mostrar o seu surfe, mas seu compatriota que chegou em Sydney em quinto lugar no ranking, Miguel Tudela, não conseguiu fazer uma dobradinha do “Inka Team” em Manly Beach. Ele ficou em quarto na bateria e a última vaga foi conquistada pelo australiano Liam O´Brien.

Após o encerramento da terceira fase, começou a batalha por vagas nas oitavas de final e a primeira participação brasileira terminou com uma classificação dupla dos paulistas Thiago Camarão e Jessé Mendes, eliminando o francês Nomme Mignot. Camarão fez os recordes do dia, totalizando 16,57 pontos com a nota 9,07 de uma onda massacrada por uma série de cinco batidas e rasgadas executadas com pressão e velocidade.

Marco Giorgi (URU) (@WSL / Matt Dunbar)

OITAVAS DE FINAL – Nas oitavas de final, eles terão um confronto direto com a Austrália. O recordista Thiago Camarão enfrenta Nicholas Squiers na terceira bateria e Jessé Mendes entra na seguinte com Jacob Willcox. A quinta é a do Ian Gouveia com o japonês Hiroto Ohhara. O uruguaio Marco Giorgi está na sexta com Matt Banting e o peruano Alonso Correa pega outro australiano na sétima, Liam O´Brien. O líder do ranking, Jadson André, fecha a rodada disputando a última vaga para as quartas de final com o neozelandês Ricardo Christie.

Dos sete sul-americanos que tentaram classificação para as oitavas de final, a única baixa foi o paulista Alex Ribeiro, campeão do outro QS 6000 da Austrália em Newcastle no último domingo. O surfista da Praia Grande assumiu a quarta posição no ranking com a vitória, mas não conseguiu achar boas ondas contra os australianos Jacob Willcox e Nicholas Squiers em Manly Beach e terminou em 17.o lugar no Vissla Sydney Surf Pro.

VAGAS NO G-10 – O peruano Miguel Tudela é o quinto colocado no ranking e também perdeu na sexta-feira, mas ambos seguirão no grupo dos dez indicados pelo QS para a elite dos top-34 da World Surf League. Isto porque os quatro que estão abaixo deles no G-10 já saíram do Vissla Sydney Surf Pro e o catarinense Yago Dora nem foi competir nos QS 6000 da Austrália.

Os que estão mais próximos da zona de classificação agora, ameaçando tirar o australiano Connor O´Leary da lista, são o havaiano Ian Gentil, o japonês Hiroto Ohhara e o peruano Alonso Correa, que já saltou do 47.o para o 18.o lugar no ranking. Para ultrapassar os 4.770 pontos do australiano último colocado no G-10, Alonso terá que chegar nas semifinais em Sydney. Se conseguir, pela primeira vez na história, dois peruanos estarão na lista dos dez que sobem para o CT. É o “Inka Team” dos surfistas peruanos mostrando sua força esse ano.

QS 6000 FEMININO – Diferente da maioria dos dias da semana em Manly Beach, na sexta-feira os homens competiram primeiro e as meninas só entraram depois, à tarde, para disputar vagas para as oitavas de final. A brasileira Tatiana Weston-Webb era a única representante da América do Sul e a gaúcha surfou bem para vencer fácil por 13,73 pontos. Ela somou as duas maiores notas da bateria, 7,33 e 6,40, para derrotar duas australianas, a nova líder do ranking do WSL Qualifying Series, Isabella Nichols, e Dimity Stoyle eliminada em 17.o lugar.

“Na minha opinião, competir nos eventos do QS é totalmente diferente do CT”, ressaltou Tatiana Weston-Webb. “Você realmente tem que mudar suas táticas para as baterias com quatro surfistas em condições de ondas difíceis como as de hoje (sexta-feira) aqui. Além disso, as meninas estão realmente elevando o nível do QS, então todas as baterias são difíceis. Eu percebi que os juízes estavam valorizando manobras grandes, então tentei fazer isso e não me preocupar se não conseguisse encaixar outra menor. Estou feliz que deu tudo certo”.

A gaúcha Tatiana Weston-Webb vai disputar a quarta vaga para as quartas de final em um clássico do CT com a australiana Bronte Macaulay. Além delas, mais três estrelas da elite mundial passaram para as oitavas de final nas baterias que fecharam a sexta-feira em Sydney. A havaiana Malia Manuel vai enfrentar a alemã Rachel Presti na segunda bateria. A estreante entre as top-17 deste ano, Brisa Hennessy, da Costa Rica, entra na sexta com a havaiana Alessa Quizon. E a norte-americana Caroline Marks na última com a japonesa Mahina Maeda.

As etapas do QS 6000 masculina e feminina do Vissla Sydney Surf Pro estão sendo transmitidas ao vivo da Austrália pelo www.worldsurfleague.com e a primeira chamada para as oitavas de final foi marcada para as 7h00 do sábado em Manly Beach, 17h00 da sexta-feira no fuso horário de Brasília.


créditos fotografia: Matt Dunbar e @WSL / Smith

Divulgação por: João Carvalho WSL South America Media Manager

www.worldsurfleague.com

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