Vento paralisa o Maui and Sons Arica Pro Tour mais cedo na quinta-feira no Chile

Vento paralisa o Maui and Sons Arica Pro Tour mais cedo na quinta-feira no Chile

Mais 16 cabeças de chave do QS 3000 de Arica estrearam nos tubos de El Gringo até as 11h00, parando na oitava bateria do dia. A 12.a da terceira fase ficou para às 7h30 da sexta-feira!

Danilo Cerda (CHL) (Foto: Nicolás Diaz)
Danilo Cerda (CHL) (Foto: Nicolás Diaz)

A quinta-feira amanheceu com ondas menores do que nos primeiros dias, mas com El Gringo ainda bombando tubos nas esquerdas e direitas, para dar continuidade a rodada de estreia dos cabeças do chave do Maui and Sons Arica Pro Tour QS 3000 by Jeep no Chile. No entanto, o vento entrou mais cedo e a competição foi interrompida por volta das 11h00, após a oitava bateria do dia, a 11.a da terceira fase. A 12.a ficou para abrir a sexta-feira, com a primeira chamada marcada para as 7h00 na Ex Isla El Alacrán, 8h00 no Brasil.

Com as ondas menores em El Gringo, aumenta o perigo para os competidores e o japonês Kaito Ohashi já saiu machucado do mar, com um corte no rosto, na primeira bateria do dia. A quinta-feira começou com os surfistas que já fizeram parte da elite mundial do World Surf League Championship Tour, fazendo suas primeiras apresentações no Chile. O espanhol Aritz Aranburu e o paulista Wiggolly Dantas estrearam com vitórias, enquanto o havaiano Dusty Payne e o pernambucano Ian Gouveia passaram em segundo lugar nas suas baterias.

Ian Gouveia (PE) (Foto: Nicolás Diaz)
Ian Gouveia (PE) (Foto: Nicolás Diaz)

“A primeira bateria aqui é sempre muito desafiadora, porque te dá um nervosismo, ainda mais assim com o mar pequeno e as ondas muito mais perto da bancada, então qualquer erro você vai acabar se machucando”, disse Ian Gouveia. “Para mim, a primeira bateria é a mais tensa e estou feliz por ter passado. Agora é relaxar para tentar continuar avançando no campeonato até a final. Eu já competi aqui duas vezes. Em uma, fui até as quartas de final e no outro ano não fui bem, mas surfar aqui é uma experiência incrível. Sempre tem altos tubos e espero seguir passando as baterias para aproveitar ao máximo tudo aqui”.

Wiggolly Dantas (SP) (Foto: Nicolás Diaz)
Wiggolly Dantas (SP) (Foto: Nicolás Diaz)

Este terceiro confronto do dia foi vencido pelo australiano Max Kearney e iniciou uma série de quatro baterias seguidas com participação dos surfistas do Chile na quinta-feira. Manuel Selman é sempre um dos favoritos para vencer o Maui and Sons Arica Pro Tour, mas não conseguiu achar ondas para mostrar seu potencial nos tubos de El Gringo e a segunda vaga da bateria ficou com o brasileiro Ian Gouveia, que estava no CT até o ano passado. Depois, mais dois também saíram da briga pelo título, Nicolas Vargas e Gustavo Dvorquez.

VITÓRIA CHILENA – O último a competir foi Danilo Cerda e ele surfou o melhor tubo do dia, ganhando nota 6,93 na primeira onda que surfou e deixou o chileno mais tranquilo, pois as condições estavam difíceis. Em seguida, ele pegou outro tubo que valeu 4,73 para igualar o terceiro maior placar da histórica décima edição do Maui and Sons Arica Pro Tour, 11,66 pontos. Na briga pela segunda vaga para a fase dos 32 melhores, o australiano Sandon Whittaker superou o brasileiro Samuel Igo por 4,94 a 4,73 e o sul-africano Matthew McGillivray ficou em último com 4,50 pontos nas duas notas computadas.

“Eu estava um pouco nervoso, mas consegui encontrar uma boa onda para vencer a bateria”, disse Danilo Cerda. “De manhã para agora, o mar mudou bastante. O dia já começou com ondas muito pequenas, mas ainda estava bom para surfar, então estou feliz por passar para a próxima fase, para continuar desfrutando do evento porque as ondas vão voltar a subir”.

Depois só rolaram mais duas baterias e o campeonato foi paralisado por causa do vento, que na quinta-feira chegou mais cedo. O paulista Vitor Mendes, irmão mais jovem do top do CT, o Jessé que foi o primeiro brasileiro campeão do Maui and Sons Arica Pro Tour na final com o uruguaio Marco Giorgi em 2014, venceu por apenas 5,57 somando notas 3,07 e 2,50. O francês Gatien Delahaye passou em segundo com um total de 5,27 pontos, contra 5,26 do brasileiro Luciano Brulher e 4,70 do mexicano Angelo Lozano.

“Estava muito difícil e só entrou uma série com mais ondas no início da bateria”, disse Vitor Mendes. “Depois eu peguei duas mais embaixo do pico pra fazer duas notinhas e fiquei com a prioridade (de escolha da próxima onda) para ver se vinha mais onda. Só que acabou que nem veio tanta onda e nem precisei usar a prioridade. A maré estava muito seca e hoje (quinta-feira) era o menor dia de ondas do campeonato provavelmente. Já estava muito perigoso, então acredito que foi uma boa decisão de parar o evento mesmo”.

Nolan Rapoza (EUA) (Foto: Nicolás Diaz)
Nolan Rapoza (EUA) (Foto: Nicolás Diaz)

100% DE APROVEITAMENTO – Na quinta-feira, dois países conseguiram 100% de aproveitamento, com todos que competiram se classificando para a quarta fase do Maui and Sons Arica Pro Tour. Os norte-americanos Luke Gordon e Nolan Rapoza igualaram as duas vitórias brasileiras de Wiggolly Dantas e Vitor Mendes, enquanto Skip McCullough avançou em segundo lugar. Os três únicos australianos também se classificaram, mas apenas Max Kearney venceu e Sandon Whittaker e Samson Coulter passaram em segundo nas suas baterias.

Com apenas mais oito confrontos disputados na quinta-feira, ainda restam cinco para fechar a rodada de estreia dos cabeças de chave do Maui and Sons Arica Pro Tour QS 3000 by Jeep. Ou seja, dez surfistas ainda nem competiram em El Gringo esse ano. A expectativa é grande para as últimas desta terceira fase, que vai reunir quatro surfistas que já foram campeões do desafio nos tubos da bancada mais desafiadora e perigosa do WSL Qualifying Series.

BATERIAS DE CAMPEÕES – Na penúltima, serão três disputando duas vagas para a fase dos 32 melhores do campeonato, o defensor do título Jeronimo Vargas, o vencedor de 2017, Tomas Tudela, e o também peruano Alvaro Malpartida, único que fez três finais nos 10 anos de história e ganhou a edição de 2013. O taitiano Kauli Vaast é o quarto componente desta.

E na última está Guillermo Satt, que em 2011 conquistou a única vitória chilena em casa. Ele vai fazer sua primeira apresentação esse ano contra o também cabeça de chave Carlos Munoz, da Costa Rica, e dois peruanos, Joaquin del Castillo e Sebastian Correa, que na quarta-feira conseguiu a segunda maior nota dessa semana em El Gringo, 8,50. Ela só está abaixo do 9,33 do tubaço do australiano Dean Bowen no mesmo dia.

O Maui and Sons Arica Pro Tour QS 3000 by Jeep está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo www.mauiandsons.cl e o show nos tubos de El Gringo continua na sexta-feira, com a 12.a bateria da terceira fase, entre o brasileiro Lucas Silveira, o argentino Leandro Usuña, o japonês Shun Murakami e o australiano Hinata Aizawa, devendo começar as 7h30 no Chile, 8h30 no Brasil.



 

Divulgação por: João Carvalho WSL South America Media Manager

www.worldsurfleague.com

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